• Profiscientia Profiscientia
    n. 7 (2012)
  • n. 3 (2008)

    Em 2007, o Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso
    (Cefet-MT) criou o Departamento de Pesquisa e Pós-graduação que, em
    2008, converteu-se em Diretoria. Dentre outras razões, este ato decorreu
    do significativo aumento, nos últimos anos, do número de mestres e
    doutores em seu quadro funcional, o que implica na necessidade de
    criação e implementação de núcleos de pesquisa; a iminência da ifetização
    também corrobora isso.
    A revista Profiscientia foi criada em 2004 e teve apenas dois números
    publicados, em edições modestas. Agora, nós a estamos reativando com
    nova roupagem a fim de garantir a periodicidade de um exemplar por
    ano, cumprindo as expectativas da Capes. Optamos por manter o seu
    nome, por respeito ao pioneirismo do grupo de servidores que a idealizou.
    Nesta edição, 100% da publicação é de autoria dos professores e
    alunos do Cefet-MT. Para a próxima, já estaremos agenciando um movimento
    de intercâmbio com outras instituições e pesquisadores, incluindo,
    por número, um ensaio e uma resenha.
    O periódico possui um caráter multidisciplinar, para que cada área
    do conhecimento com suas especificidades técnicas possa divulgar os
    resultados de trabalhos de pesquisa, dando-se a conhecer, e iniciar um
    diálogo interessante entre si, quiçá exercitando o famoso “abraço solidário”
    defendido por Edgar Morin.

    Para a capa, foi escolhida uma imagem de rede, porque exemplifica
    um padrão presente na natureza e também um modo de gestão que enfatiza
    a necessária descentralização do poder, o estímulo à responsabilidade,
    à colaboração e à criatividade de cada sujeito, fatores-chave para
    uma instituição que se pensa em termos de auto-organização sustentável,
    afinal o pensamento sistêmico é um dos operadores do pensamento
    complexo, e que só se apre(e)nde na prática coletiva.
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    Dessa forma, os três primeiros artigos resultam do Projeto Moradia,
    da pioneira área de Construção Civil do Cefet-MT, que pesquisa, de forma
    aplicada, novos materiais para habitação de interesse social. Exploram
    a dosagem de concreto com materiais alternativos, em resposta a
    uma carência e solicitação do mercado.

    No Cefet-MT, ainda dentro da Área de Construção Civil, houve o
    desdobramento do antigo curso de Estradas para o de Geomensura.
    Assim, o quarto artigo insere-se no Georeferenciamento de Imóveis e
    defende a importância do planejamento das cidades utilizando o Sistema
    de Informação Geográfica (SIG) como ferramenta para a elaboração
    dos mapas temáticos necessários à análise e compreensão das questões
    habitacional e de renda. Já o quinto liga-se à Geoinformatização
    no Planejamento de Cidades, considerando os impactos ambientais
    decorrentes da expansão urbana.
    O sexto artigo é um produto da área de Eletroeletrônica do Cefet-MT
    e apresenta o procedimento de análise de sinais adquiridos quando ocorrem
    defeitos em linhas de transmissão.
    Os dois textos seguintes são produções da área de Informática. O
    sétimo descreve as implementações em linguagem Java dos principais
    algoritmos de criptografia utilizados atualmente nos sistemas para Internet,
    que protegem o acesso à informação de pessoas não autorizadas, e
    o oitavo apresenta uma interface da Informática com a Educação, mostrando
    por que uma grande parte dos alunos apresenta dificuldades em
    assimilar as abstrações envolvidas na aprendizagem de linguagem de
    programação orientada a objetos.

    A área de Linguagens engloba os próximos quatro textos e seus autores
    lecionam Língua Portuguesa no Cefet-MT. O décimo primeiro trata
    dos e-termos à luz da Teoria da Variação em Terminologia proposta por
    Faulstich (1999); o décimo segundo interliga Linguagem e Psicanálise
    lacaniana, apontando que o processo de aprendizagem de uma língua
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    mobiliza as bases psíquicas do sujeito e relaciona-se a processos identificatórios
    e identitários; o décimo terceiro discute o gênero relatório técnico,
    observado como objeto de ensino nas aulas de Língua Portuguesa
    em cursos de nível técnico e tecnológico do Cefet-MT, com base na teoria
    sobre gêneros do discurso e na literatura sobre produção científica; e
    o décimo quarto faz algumas reflexões sobre os recursos verbais e nãoverbais
    na publicidade impressa simplificada, analisando uma propaganda
    sob a perspectiva enunciativo-discursiva da Análise do Discurso,
    segundo Maingueneau, e discursiva de gêneros, segundo Bakhtin.

    Os três artigos seguintes inserem-se na área de História e Estudos
    Culturais. O décimo quinto texto trabalha a questão de gênero, analisando
    a reivindicação de ampliação do espaço social feminino através da
    educação escolar e da profissionalização, durante o período estadonovista
    (1937-1945), solicitada por um grupo de mulheres que organizava e
    redigia a revista A Violeta no período, em Mato Grosso; e, a partir de um
    trabalho etnográfico sob o enfoque da História Oral, o décimo sexto artigo
    tece uma reflexão acerca das práticas culturais fúnebres dos católicos
    no território da comunidade de São Pedro, no distrito de Joselândia,
    Pantanal de Barão de Melgaço-MT; já o décimo sétimo artigo faz uma
    leitura simbólica do lendário Pé de Garrafa a partir de dados compilados
    de fontes orais e escritas na Baixada Cuiabana-MT e seu entorno, constelando-
    a no arquétipo do Homem Selvagem.
    Em breve, esta revista também estará disponível on line no site do
    Cefet-MT. Solicitamos dos futuros autores que, antes de enviar seus artigos
    para serem publicados, leiam atentamente e sigam as normas apresentadas
    no final desta edição, a fim de facilitar o processo de revisão e
    produção editorial.

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